Queima de bomba deixou diversos bairros sem abastecimento por mais de dois dias, sem aviso adequado à população e sem ações paliativas compatíveis com as obrigações da concessionária.
A falta de água que atingiu diversos bairros de Matão desde sábado (6) expôs não apenas a fragilidade do sistema de abastecimento, mas também a ausência de comunicação adequada por parte da concessionária Águas de Matão e da própria Prefeitura de Matão. Moradores de regiões como Portal Terra da Saudade, Jardim Amélia, Residencial Noale, Vila Cardim, Jardim do Bosque, Bairro Alto, Jardim Vivelândia, Jardim Popular, Jardim Balista e Residencial Cadioli relataram ter passado mais de dois dias com torneiras secas — e sem qualquer aviso prévio.
O portal Fala Matão recebeu dezenas de mensagens de moradores indignados, muitos deles ressaltando a dificuldade de realizar tarefas básicas e o transtorno causado pela interrupção prolongada. Bairros que não constam no comunicado da Águas e Matão, como por exemplo o Jardim Alvora, também foram afetados. Segundo a Águas de Matão, a situação foi provocada pela queima de uma bomba na unidade Portal, exigindo uma manutenção emergencial. A normalização, segundo a empresa, estava prevista apenas para a noite desta segunda-feira (8).
Outro fato que incomodou a população foi a falta de transparência e organização. A concessionária não divulgou nota oficial em suas redes sociais de forma ampla — limitou-se a publicações nos stories, que desaparecem em 24 horas — e não publicou nenhuma informação no site oficial. A Prefeitura de Matão também não emitiu comunicado público, apesar de ser responsável pela fiscalização e acompanhamento do serviço prestado. É obrigatório a ampla divulgação em casos de grande impacto para a população.
Este veículo de comunicação não recebeu qualquer comunicado da Águas de Matão ou da Prefeitura sobre o problema, o que dificultou a disseminação de informações claras para a população.
Outro ponto levantado por moradores é que, diante da obrigatoriedade contratual da concessionária em investir em tecnologia, prevenção e interligações de segurança, não deveria ser possível que a queima de uma única bomba deixasse tantos bairros desabastecidos por tanto tempo. A situação revela a necessidade de revisão no sistema, planejamento e medidas que evitem vulnerabilidades básicas.
Enquanto a população aguarda a normalização do serviço, um dos mais caros do Brasil, fica o questionamento: por que a população continua sendo a última a saber?
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