Segunda feira, 30 de março de 2026
Fala Matão

Hemodiálise do HCFM tem mortalidade de 1,85% e supera com folga taxa nacional de 16,1%

Unidade de Matão apresenta número inferior à média nacional e mantém atendimento a cerca de 200 pacientes da região, com estrutura e equipe especializada.

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  • 13:07
  • Sábado, 28 de março de 2026
Fala Matão - Redator
(esq) Dr Nelson e a enfermeira Nathália - Foto: divulgação

A Hemodiálise do Hospital Carlos Fernando Malzoni (HCFM), de Matão, registrou índice de mortalidade de 1,85%, percentual inferior ao índice nacional de 16,1%, segundo avaliação do próprio serviço. O dado é apresentado como um indicador de desempenho da unidade no atendimento a pacientes renais crônicos de Matão e região.

A comparação entre os números ocorre em um contexto nacional de aumento da demanda por terapia renal substitutiva e da complexidade dos casos atendidos. De acordo com o hospital, fatores como estrutura, equipe, investimentos e modelo de cuidado contribuem para os resultados observados.

Em 2025, o serviço realizou 28.883 sessões de hemodiálise, com média aproximada de 2.400 por mês, além de cerca de 700 consultas no período. A unidade dispõe de 42 máquinas e funciona das 5h às 21h, em seis dias por semana, incluindo feriados.

Atualmente, cerca de 200 pacientes são atendidos pela Hemodiálise do HCFM. O serviço oferece acompanhamento contínuo, com consultas mensais, suporte multiprofissional e gestão de processos relacionados a medicamentos de alto custo.

A unidade também atende pacientes de outros municípios, como São Carlos, Ibitinga, Itápolis, Taquaritinga, Porto Ferreira, Borborema, Dobrada, Motuca, Nova Europa, Santa Ernestina, Descalvado e Tabatinga.

A equipe é composta por nefrologistas, psicóloga, nutricionista, assistente social, enfermeira responsável técnica, enfermeiras e técnicos de enfermagem. Segundo o hospital, além dos aspectos técnicos, há iniciativas voltadas à humanização do atendimento.

O nefrologista Dr. Nelson Gonçalves da Silva, responsável pelo serviço, afirmou que o resultado está relacionado à atuação da equipe e ao suporte institucional. “É com muita satisfação que recebemos o relatório de desempenho do nosso serviço, onde foi detectado um índice de mortalidade extremamente baixo comparado ao encontrado no Brasil: 1,85%, versus 16,1%. Isto nos mostra que estamos no caminho certo com relação ao objetivo do serviço, que é atender a população de Matão e região. Importante ressaltar que só atingimos este nível pela dedicação profissional da equipe e apoio da diretoria do hospital.”

Ele também informou que há ações em andamento para ampliação e modernização do serviço. “Estamos trabalhando para continuar melhorando e buscando sempre a qualidade, utilizando o que de mais moderno e avançado no tratamento da patologia renal crônica. Estamos terminando um upgrade no tratamento da água e aquisição de mais equipamentos, como também adequação da área física para aumentar a capacidade, oferecendo mais vagas.”

A enfermeira responsável técnica da Hemodiálise, Nathália Brochetto, destacou que o resultado está associado ao monitoramento e ao trabalho da equipe. “A qualidade do tratamento hemodialítico é baseada em cuidado seguro, monitoramento rigoroso e atuação da equipe multiprofissional, garantindo menor taxa de complicações e maior qualidade de vida ao paciente renal.”

A superintendente do HCFM, Denise Minelli, afirmou que o indicador reflete a organização do serviço e o compromisso institucional. “Quando um serviço alcança um índice de mortalidade tão baixo em comparação ao cenário nacional, isso demonstra competência técnica, organização assistencial e compromisso verdadeiro com a vida. É um resultado que orgulha o hospital e fortalece ainda mais nossa missão de cuidar bem da população.”

Segundo o hospital, o serviço segue com investimentos em estrutura, tecnologia e ampliação da capacidade de atendimento.

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