Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Fala Matão

Auxiliar de creche é hospitalizada com meningoencefalite e Prefeitura de Matão adota medidas preventivas

Crianças que tiveram contato com a profissional, familiares e funcionários receberam medicação preventiva; Prefeitura afirma que caso é isolado.

  • Alex Gasoni
  • 16:34
  • Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Fala Matão - Alex Gasoni
Imagem ilustrativa

A Prefeitura de Matão informou que uma Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI), que trabalha em uma unidade municipal de Educação Infantil, foi hospitalizada após apresentar um quadro de meningoencefalite.

A reportagem questionou qual seria a unidade, mas, até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Matão não havia retornado.

A gravidade da situação também foi relatada pela irmã da profissional, que publicou um pedido de orações nas redes sociais. Segundo a familiar, Carol está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), intubada e em estado grave. Na publicação, ela pediu que amigos e conhecidos se unissem em uma corrente de oração pela recuperação da irmã.

Segundo nota oficial divulgada pela administração municipal, a direção da unidade foi comunicada inicialmente sobre o afastamento da profissional e, posteriormente, recebeu a confirmação do diagnóstico por meio do Hospital de Matão.

Diante da situação, as Secretarias Municipais de Educação e de Saúde adotaram medidas preventivas em conjunto. Os pais e responsáveis pelas crianças que tiveram contato com a funcionária foram comunicados e receberam orientações das equipes de saúde.

Como medida de prevenção, foi indicada a quimioprofilaxia, procedimento que consiste na administração de medicamentos para reduzir o risco de desenvolvimento da doença em pessoas que tiveram contato considerado de risco com o paciente.

A medicação também foi oferecida aos familiares, bebês e demais funcionários da unidade. Para agilizar o atendimento, a administração foi realizada nas próprias dependências da escola, por equipes da Secretaria Municipal de Saúde.

A Prefeitura ressaltou que se trata de um caso isolado.

O que é meningoencefalite?

A meningoencefalite é uma condição grave que reúne características da meningite e da encefalite. Isso acontece porque provoca inflamação simultânea das meninges (membranas que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal) e do próprio tecido cerebral. Em outras palavras, é a associação das duas condições, podendo apresentar diferentes causas e graus de gravidade.

Pode ser provocada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e, em situações menos comuns, fungos e outros agentes infecciosos. Também existem causas não infecciosas.

A possibilidade de transmissão depende da causa. Quando provocada por determinados vírus ou bactérias, pode ocorrer transmissão de pessoa para pessoa, principalmente por meio de gotículas e secreções respiratórias em situações de contato próximo. Outras formas de contaminação também podem ocorrer, dependendo do agente causador.

Por isso, a identificação da causa é fundamental para determinar os riscos de transmissão e as medidas necessárias.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar conforme o agente causador e a região afetada. Entre os principais sinais de alerta estão:

• Febre;
• Dor de cabeça intensa;
• Rigidez na nuca;
• Náuseas e vômitos;
• Sonolência excessiva;
• Confusão mental e alterações de comportamento;
• Convulsões, em casos mais graves.

Em bebês, podem aparecer irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos e moleira estufada.

Diante desses sintomas, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

Por que as pessoas que tiveram contato receberam medicação?

A quimioprofilaxia é uma medida preventiva que utiliza medicamentos, geralmente antibióticos em situações específicas, para reduzir o risco de infecção entre pessoas que tiveram contato próximo com determinados agentes causadores de doenças.

Ela não significa que todas as pessoas medicadas estejam doentes, mas representa uma medida de proteção indicada pelas autoridades de saúde conforme a avaliação epidemiológica.

Até a divulgação da nota oficial, a Prefeitura não havia informado qual agente causador foi identificado no caso da profissional.

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