No Dia Mundial da Hipertensão, neste domingo (17), especialistas alertam para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Neste domingo (17), quando é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão, especialistas reforçam o alerta para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, considerada uma das principais causas de AVC, problemas cardíacos e insuficiência renal.
Desde setembro de 2025, a pressão arterial 12 por 8 deixou de ser considerada totalmente normal e passou a ser classificada como pré-hipertensão no Brasil, conforme nova diretriz apresentada no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia.
A mudança foi adotada por entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão.
Com a nova diretriz, pessoas com pressão entre 120 por 80 e 139 por 89 entram na faixa de pré-hipertensão. A partir de 140 por 90, o diagnóstico continua sendo hipertensão arterial.
A atualização segue um modelo já adotado pela cardiologia europeia em 2024 e busca antecipar os cuidados para evitar complicações futuras.
Dados do Ministério da Saúde mostram crescimento nos casos de hipertensão no país. O percentual de brasileiros hipertensos subiu de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024.
Especialistas apontam que o consumo excessivo de sal, obesidade, sedentarismo, cigarro, álcool e colesterol elevado estão entre os principais fatores de risco. Pessoas negras, idosos e diabéticos também apresentam maior prevalência da doença.
A hipertensão é considerada uma doença silenciosa, já que muitas vezes não apresenta sintomas. Em casos mais graves, podem surgir sinais como dor de cabeça, tontura, visão embaçada, zumbido no ouvido, fraqueza, sangramento nasal e dores no peito.
O tratamento envolve acompanhamento médico, uso de medicamentos e mudança no estilo de vida. Entre as principais recomendações estão:
• praticar atividades físicas regularmente;
• reduzir o consumo de sal e gorduras;
• evitar cigarro e excesso de álcool;
• manter alimentação rica em fibras;
• cuidar da saúde mental e do estresse.
Hipertensão Primária
Esta é a mais comum, representando entre 90% e 95% de todos os casos. Ela se desenvolve gradualmente ao longo dos anos e é o resultado da combinação de dois fatores: a sua genética e o seu estilo de vida.
Hipertensão Secundária
Representa de 5% a 10% dos casos. Aqui, a pressão alta não é a doença em si, mas sim o sintoma de outro problema de saúde que está acontecendo no corpo. A vantagem desse tipo é que, se a causa raiz for tratada, a pressão costuma voltar ao normal.