Leonardo diz que tentou conter a esposa durante episódio psicótico, em Dourado; perícia deve esclarecer a causa da morte.
A morte de Eduarda Lima, de 21 anos, encontrada sem vida na quarta-feira (10), na Rua Alfredo Castelucci, em Dourado (SP), segue cercada de questionamentos. Preso pelo caso, Leonardo José Miguel Nogueira, de 32 anos, confessou o feminicídio, e apresentou à Polícia Civil uma versão do crime.
Segundo o delegado, Dr. Adriano, responsável pelo caso, Leonardo afirmou que havia saído de casa para buscar um lanche entregue por delivery. Ao retornar, teria encontrado a esposa em um suposto surto psicótico, desencadeado após ela ver uma barata dentro da residência.
Ainda de acordo com o depoimento, Eduarda teria se jogado ao chão e começado a bater a cabeça contra o piso. Leonardo disse que tentou contê-la segurando seus braços acima da cabeça. Em seguida, pressionou os antebraços sobre a região dos ombros e do pescoço da vítima para impedir que ela continuasse se debatendo.
O suspeito relatou que, após a mulher se acalmar, deitou-se para dormir em um colchão que estava no quarto. Segundo ele, apenas por volta das 5h da manhã percebeu que Eduarda não apresentava sinais de vida.
A investigação, porém, busca esclarecer diversos pontos da narrativa. Um deles é o fato de Leonardo não ter acionado socorro imediatamente. Conforme a polícia, o ocorrido teria acontecido por volta da 1h da madrugada, mas ele só enviou uma mensagem de áudio a um amigo cerca de nove horas depois, por volta das 10h da manhã.
Esse amigo, apontado como líder religioso de um centro de umbanda frequentado pelo casal, procurou a delegacia ao receber a mensagem. A partir da denúncia, uma investigadora e policiais militares foram até a residência.
No local, a casa estava trancada. Após a entrada dos agentes, o corpo de Eduarda foi encontrado dentro do imóvel. Leonardo já havia deixado a residência e acabou sendo localizado posteriormente em uma rodovia de Dourado. Com ele foi localizado um eppendorf com substância semelahntre à cocaína.
Durante o depoimento, o Leonardo negou ter aplicado um golpe de estrangulamento conhecido como "mata-leão". Segundo ele, a contenção ocorreu pela frente e não por trás da vítima.
O delegado informou ainda que, até o momento, não foram encontrados registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. No entanto, a Polícia Civil aguarda o resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que deverá indicar a causa exata da morte e esclarecer se houve asfixia ou outro mecanismo que levou ao óbito.
O caso continua sendo investigado.
Clique aqui para receber as notícias do Portal Fala Matão no seu WhtasApp.