Influenciador Hagara denuncia impedimento de aulas e bloqueios, enquanto vereadora Maria Paula repudia truculência e registra boletim de ocorrência.
A greve dos estudantes da UNESP, campus de Araraquara, ganhou novos desdobramentos após um episódio de tensão envolvendo o influenciador Hagara, alunos favoráveis à paralisação e a vereadora Maria Paula. O incidente resultou no registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
O Contexto do conflito
O movimento grevista reivindica melhorias na permanência estudantil e solução para a falta de professores em algumas matérias. O conflito começou quando o influenciador compareceu ao campus para questionar a legitimidade do bloqueio, gerando discussões acaloradas entre os presentes.
Posicionamento de Hagara
Em publicação na rede social, Hagara afirmou que sua presença no local teve o objetivo de fiscalizar o direito de ir e vir dos estudantes que não aderiram à greve. Afirmou ter recebido relatos de alunos impedidos de assistir às aulas devido ao bloqueio físico das salas. Segundo ele, a intenção era “mostrar o que realmente estava acontecendo” e ouvir ambos os lados da situação. O ativista defende que a universidade deve ser um espaço de debate, mas que o direito ao aprendizado de quem deseja estudar deve ser respeitado, classificando o bloqueio como um “tumulto.
Veja o vídeo:
Posicionamento da Vereadora Maria Paula e estudantes
A vereadora Maria Paula acompanhou dois estudantes à delegacia para registrar queixa contra as ações do influenciador, classificando o episódio como uma agressão ao ambiente universitário. A parlamentar acusa o grupo de "extrema-direita" de utilizar a universidade como palco de violência e vandalismo. Enfatizou que a resposta ao ocorrido será dada pela Justiça, citando ataques ao patrimônio público e agressões contra mulheres e estudantes. A vereadora Maria Paula declarou que "política se faz com ideias" e que não recuará na defesa da integridade dos jovens e da universidade pública contra métodos que considera truculentos.
Veja o vídeo:

UNESP
Até o momento, a universidade mantém as discussões internas sobre as pautas da greve. As autoridades policiais devem analisar as imagens gravadas por ambos os lados durante a confusão para determinar se houve crime de dano ao patrimônio ou agressão física. A reitoria da UNESP ainda não se manifestou sobre o confronto.